ANTES DE EXIGIR AOS OUTROS QUE NOS FACILITEM A EXISTÊNCIA, IMPORTA DESCOBRIR PORQUE NÃO ACONTECE ISSO NATURALMENTE!

11
Mai 12

Muito se tem questionado sobre qual o maior Papão da economia e da sociedade: se o Deficit ou a Dívida? Mas na realidade o verdadeiro papão (ressalvo desde já o sentido literal do termo) não é nenhum dos gémeos. Acuso formalmente o subtil manipulador, tutor e mordomo de ambos - o Crescimento.

A evolução da humanidade individualizada e consequentemente da sociedade, tem sido realizada pelo típico processo da cenoura à frente do nariz. Ou seja, considerar exclusivamente a componente materialista como fator simultâneo de quebra de inércia e critério de realização pessoal e coletiva, o que consecutivamente tem-nos impedindo de olhar, aprender e contemplar o que nos está ao redor. Pior, obviamente distraídos, tropeçamos continuamente pois nem olhamos para o chão que pisamos. Quando a queda é suficientemente forte e nos magoa a sério, lá abrimos os olhos (demasiado tarde, claro!), dando corpo às conjunturas, ciclos, crises, protestos, guerras, etc, concisos abre olhos indutores do progresso moral e social

Assim envoltos nas alhadas resultantes de processos que são à posteriori fáceis de ajuizar, a culpa é sempre dos que governam. Para estes dos que governaram anteriormente, e por aí fora até Deus que não tinha nada que nos mandar viver juntos com tão reles criaturas (todos os outros, claro, porque nós somos perfeitos em tudo). Como foi possível não verem que eram más opções? Obvias politicas mal delineadas? Objetivos desajustados? Estratégias para favorecimento de uns poucos? … enfim, um rol de lutas obscuras dos malandros das alas destras contra os subversivos das sinistras (e vice-versa), do capital contra o trabalho, dos maus contra os bons… do raio contra o que nos parta!

Que bendita evolução civilizacional é esta que determina que é preciso e possivel crescer economicamente de forma continua e infinita? (O tanas, diga-se logo financeiramente). Que eu saiba, de onde não há não se pode tirar!

Ninguém quer saber se exportamos muito ou se fazemos muito bons sapatos, ou temos o melhor sistema ATM do mundo. Tretas para exacerbar um orgulho nacional que na prática servem para esconder uma segurança social insegura, uma justiça injusta, um fantástico sistema nacional de saúde (10º melhor do mundo) que objetivamente é tão sustentável como a obras feitas na Madeira, um tecido empresarial assente quase só em serviços tornando-nos dependentes de outros até para comermos, tudo suportado maioritariamente em empresários que buscam essencialmente copiar negócios de sucesso de outros. Porquê tanta ilusão?

Porque precisamos de validar que “evolução e progresso” é ter mais dinheiro, e isso só é visível em obra material executada ou adquirida, na expectativa de podermos ter cada vez mais tempo sem nada fazer e, contemplativamente, dela usufruir.

Como o que fazemos é manifestamente pouco para as necessidades coletivas, e ou destruturado por nos concentramos mais nos objetivos do que na boa execução das tarefas para os concretizar, instintiva e inconscientemente empurramos para o estado a obrigação de nos suprir as falhas.

Assim, quem quer chegar ao poder, tem de obrigatoriamente desfraldar a bandeira do aumento da riqueza fácil para todos, acenando a sua pedra filosofal como a única e autêntica (como se já alguma vez o tivessem conseguido demonstrar). Ora é aí que a obra “cresce” excessiva para as possibilidades. Passa para o mundo da fantasia, por via da tal cenoura que diz que se outros conseguem, nós, os descobridores do mundo, não podemos ficar atrás – eis o Deficit (provavelmente mais de atenção do que de qualquer outra coisa). Como este só pode ser pago obviamente com moeda da mesma realidade fictícia (crédito) – eis a Dívida.

Esta dinâmica é gerida assente em expectativas de que a sociedade (economia) é capaz no futuro gerar fluxos financeiros suficientes para os suportar os devaneios dos manos – eis a gestão de expetativas (ratings e risco). E lá vamos nós gerindo a ambos e nunca os educando (eliminando), mesmo perante o facto de que as únicas coisas que realisticamente cresceram foram a imaginação, as dificuldades e a consequente ânsia.

Procuro nunca fazer uso de adjetivos quando escrevo sobre sere humanos, mas quem assim gere uma família, empresa, país ou conjunto de países, é insensato, egocêntrico, irresponsável, orgulhoso déspota … criminoso! Não porque eu o afirme, mas porque a sociedade amplamente acaba por fazer esse juízo de valor, sem reparar que apenas tentam cumprir com as suas (sociedade) expectativas, naturalmente infetados da mesmíssima doença, o que os torna fáceis bodes expiatórios.

Vejamos então como num repente a Vontade, criadora da ilusão de que é possível “crescer” infinitamente e a tudo sustentar, nos atira para a (ir)realidade da forçosa Necessidade, pois ao não se concretizar, irresponsavelmente não cumpriremos com os compromissos assumidos, ficando à mercê do arbítrio alheio, pior, não poderemos continuar a dar pasto ao fogo do Crescimento, mostrando obra feita, como critério de sucesso nesta vida, que sendo ela tão curta, imperioso se torna demonstrar que somos capazes de vivê-la “à grande” e depressa.

… e assim o Crescimento nos vai papando o tempo, a seriedade, a serenidade, a saúde e, paradoxalmente …  o dinheiro!{#emotions_dlg.clown}

Considerará o leitor – mais um a arrolar causas e consequências, mas soluções que é bom…

As irei apresentando para reflexão, mas por agora saio em auxilio urgente a moribundos … enfermos de dores de crescimento!

 

publicado por Paz de Espirito às 19:01

10
Abr 12

Mais importante do que conhecer os mundos lá fora é descobrir aqueles que nos estão ao alcance!

Desde a antiguidade mais remota, busca o homem desvendar e estudar o mundo exterior, suas caracteristicas e leis dando prosseguimento à incessante vontade de conhecer.

 No entanto, se bem tomarmos nota, quase sempre a motivação inicial surge da tentativa de descobrir novas formas de proveito material – melhorar ou descobrir novos negócios – pelo que raros foram os saltos de conhecimento surgidos da pura e desinteressada curiosidade, necessidade de saber.

Não será então de estranhar que nomes como Galileu, Da Vinci, Thomas Edison, Einstein, não proliferem na história da humanidade e sejam tão exaltados como seres de excepção. Natural tem sido pois, que as progressões no conhecimento surjam então maioritariamente do “acaso” durante pesquisas não diretamente focadas nesse assunto.

Notemos que durante milénios, sempre o Homem tomou o negócio bélico como ponte para a transferência desse conhecimento. Aprendeu a manipular os metais logo surgiram as flechas, lanças, espadas e armaduras; com a pólvora, os explosivos e as armas de fogo; e assim sucessivamente até à pesquisa espacial levar a conflitualidade para o espaço exterior deste nosso mundo.

Particularmente desde a obra de Julio Verne, que a humanidade passou a ficcionar sobre o que existe por esse universo fora, começando pelo interior da terra, até à proliferação de outros mundos habitados. Curioso (ou não) como desde então todo esse imaginário também gira invariavelmente em torno da identificação de ameaças violentas e consequente necessidade de combate.

Questionemo-nos, se outras humanidades existem, porque haverão de ser tão ou mais violentas do que os terráqueos?

 Em boa verdade assim procedemos por tomarmos por improvavel que outros possam ser mais lógicos, responsaveis e solidarios, expressando em seus pensamentos e atos um estado individual e social mais adiantado. Tal acontece por apenas sermos capazes de conceptualizar o mundo e o universo com base no passado que nos vem trazendo ao presente - apesar de tudo, indesmentivelmente mais violento e cruel do que atualmente. Provavelmente o que no presente nos é invisivel, o é por ainda não termos descoberto que encerramos a capacidade para o ver, tão distraídos andamos guerreando!

Contudo, este novo milénio, podemos já notar a mudança de paradigma. A cooperação e a partilha assentes na disseminação da informação, vem revelando inequivocamente que –a Paz nunca se atingiu pela guerra – antes pelo cansaço que obriga à diminuição do grau de exigência que cada um, individuo ou povo, vinha exercendo sobre os outros – Quebra-se a crosta do mundo da emotividade, revela-se pela inteligência o mundo do sentimento!

Lembro agora que a nossa visão não capta para lá do infravermelho nem do ultravioleta. Partindo do principio que nada existe sem uma razão lógica, me parece verosimil todos os corpos celestes conterem formas de vida adaptadas às suas caracteristicas e que, pela mesma razão, nossos sentidos (ainda) não têm capacidade de captar. Provavelmente o problema não está na falta de tecnologia mas simplesmente de atenção.{#emotions_dlg.nostalgic}

 

Talvez deixando de usar o império dos sentidos que nos impelem a ser os maiores e ter o melhor (fisica e monetariamente falando), olvidando que a natureza tem leis às quais nos é impossivel infringir sem a devida consequência, percebamos que o mundo é o que tem de ser e não o que nos dá jeito.

Por essa mesma razão, algo maior nos surge então como fundamental – a descoberta do mundo (ou mundos) interior(es). É aí que são desvendadas tais leis e seus mecanismos. Aí descobrimos o fundamental e paulatinamente desfazemo-nos do acessório; revelar-se-á o real desfazendo-se o ilusório. Que habilidades e habilitações deverão ser desenvolvidas a proveito da sociedade e por consequência de nós mesmos. O motivo da vida neste planeta … hoje!

Uns são médicos, outros músicos ... todos importantes. Mas sem dúvida foi nos seus mundos interiores que o descobriram pela intuiçãoa sua vocação, ampliaram-na pelo estudo e … partilham-na exercendo!

Na soma dos mundos individuais se faz este planeta, tal qual em todos os outros. Neste, a fim de sentirmos o efeito dos conflitos e infrações às Leis da Natureza se torna necessária a sensibilidade da carne, sob a forma de dor e sofrimento. Naqueles, onde reina a inteligência, prolifera o amor e consequentemente a paz - os corpos de nada servem!

Por isso existem e não os vislumbramos, simplesmente porque ainda não os compreendemos!

publicado por Paz de Espirito às 14:51

30
Mar 12

Na loucura identifica-se o alheamento ou contradição entre o mundo real e o do enlouquecido. É a inadaptação, ou até mesmo a recusa em se alinhar com a cultura e as convenções sociais, tão necessárias à sã convivência e trabalho em prol da sobrevivência individual e evolução civilizacional, que torna o enfermo incapaz de uma vida autónoma e realizadora.

Que estranha falha existe em suas mentes, os impede de entender que, para sobreviver, devemos considerar todos como concorrentes, adversários a abater, devendo-se ao mesmo tempo exigir que o Respeito seja um direito e a Liberdade, Igualdade e Fraternidade os fundamentos da sociedade! Que o negócio ideal é aquele no qual vendemos expectativas, especulando sobre o seu “justo” valor, onde aquele que mais dificuldade tem em pagar, deverá... pagar mais!

Que a agricultura e a indústria são para parcos de inteligência e pouco letrados, sendo de todo natural que os seres mais evoluídos, os doutores da vida, se juntem na sadia vida citadina, onde podem passear perante muitos olhos o orgulho de suas realizações em potentes expoentes de tecnologia e luxo … de semáforo em semáforo ...  empurrando o ar fétido de puro oxigénio, para junto daqueles que não podem comprar a felicidade na urbe. Verdadeira compaixão para com esses pobres despojados da sorte!

Alguns, totalmente alheados da realidade, não entendem porque as pessoas normais devem passar indiferentes junto do indigente, do doente, do acidentado, do amargurado, do ansioso e do desesperado. Não percebem que se os ignorarmos, estamos inteligentemente a usar a grande descoberta cientifica do seculo passado - A Lei da Atração- sobre a qual tanto se tem descoberto e escrito. Ou seja, desejando fortemente que os insanos não existam, podemos retira-los do seu singular mundo de faz-de-conta, ajudando esses perigosos revoltados contra a realidade a desaparecer da face da terra, para conforto de todos, incluindo dos próprios e ... magnanimamente contribuir para um mundo melhor!

E os que entendem a vida como uma festa contínua? Incapazes de atitudes responsáveis, despreocupados com o dia de amanhã, explorando a boa vontade alheia, começando nas suas próprias famílias para desespero de pais (e às vezes de filhos). Nunca conseguem estabilidade no autossustento. Tendem a viciar-se no uso das noites de 5ª a domingo para fazer esquecer os dias de 2ª a 4ª.

Depois há os revoltados! Aqueles que não estão de acordo com nada. Tudo está errado e a culpa é de todos os outros! Assumem o papel de semi- deuses, cujos poderes desvendam multiplas conspirações com que alguns poucos beneficiam do esforçoe ignorância de muitos. Normalmente dedicam o seu tempo a verdadeiras lutas contra moinhos de vento que tomam por inimigos, tentando impor a “sua” justiça, não percebendo só pode ser imposto pela força, o que carece de razão (pobres alucinados!). Vagueiam um pouco por todo o lado com o seu ar alucinado típico de quem vive num mundo irreal. Gostam de fazer alarde de suas lutas e façanhas por mercados, escolas, pavilhões, grandes avenidas e até à porta de empresas. Têm uma compulsão por aparecer na televisão, apesar de apresentarem sintomas bipolares, pois tanto se juntam em protestos como em festas.

Em Portugal, pelos mecanismos ainda insondaveis da natureza que determinam os impulsos migratórios, dentro desta tipologia, os casos mais graves têm o estranho hábito de se juntarem tanto dentro como fora de um grande edifício de pedra ao fundo da rua de S. Bento em Lisboa.{#emotions_dlg.santarem}

Tarde ou cedo todos apresentarão sintomas de depressão, mas felizmente a medicina e os neuro-inibidores, conseguem que de alguma forma “deixem de pensar”, fazendo “desaparecer” o problema, por total inação do próprio para com a origem da situação. Assim se pode arrastar a solução da problemática por um período mais ou menos longo, sendo-lhes permitido viver de forma razoável, na ilusão de poder “dormir” sobre o assunto pela ação do bendito antidepressivo (hum... acho que pode dar um belo negócio!)

Mas o grande problema da loucura, e que a torna altamente restritiva, é o da falta de amor. Incondicional! Ao louco falta o carinho dos familiares, a compreensão dos amigos (que assim demonstram não ser) e sobra a censura do mundo, por este não aceitar de ânimo leve aquilo que a maioria pratica e entende como real e importante. Poder ainda amar-se a si mesmo, sempre admitindo não estar totalmente correto nas suas ideias e ideais.

Perante tudo isto me pergunto - será a revolta, a não-aceitação da “realidade” dos seres normais, conjugada com a incompreensão daqueles que deveriam estar disponíveis para debater o assunto, loucura ou... um alerta para alguma outra ilusão tão ou mais grave?

Se o São tende a viver primariamente em função do mundo material e o Louco principalmente num mundo emocional, apegando-se os primeiros a tudo o que desparece e os segundos ao que nunca exitiu, afinal quem é que está na ilusão certa? Onde e em quem está a loucura?

Se calhar em mim, que me deu para perder tempo a escrever sobre semelhante assunto, em vez de estar a trabalhar para comprar umas jantes cromadas e poder sair para o mundo em estilo – sim, porque o importante mesmo é impressionar, dar a entender que um gajo é lucido e bom naquilo que faz e por isso deve ser rico e poderoso.

Claro! Se isso é que dá alegria e quem é alegre é feliz, logo os infelizes só podem ser os loucos - aqueles que se borrifam para quem sabe como aproveitar a vida...

Ele há com cada maluco!{#emotions_dlg.emplastro}

É a PURA DA LOUCURA!

publicado por Paz de Espirito às 16:22
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14
Mar 12

Julgo que o Ser Humano está neste planeta para aprender com tudo o que o rodeia, pois que é infinitamente mais perfeito, sendo a árvore o expoente máximo dessa evolução.

 

Bem firme na terra de onde recolhe a maioria do seu sustento, eleva-se aos céus na firme vontade de servir.

Noite ou dia, o seu trabalho sustenta a vida dos que a rodeiam. De si tudo dá! Suas folhas, flores, ramos, sementes, madeira, são alimento e matéria prima para o labor de tantos outros obreiros da harmonia universal.

Generosamente entrega seu corpo. Sua fé lho permite! Entende que cada mutilação corresponde uma experiência que resultará em regeneração e fortalecimento. Sabe que ainda que cortada pelo pé ... florescerá. Arrancada pela raiz ... algures de sua semente renascerá.

Consciente de seu corpo como instrumento divino, o disponibiliza para o acolhimento das inúmeras criaturas que com ela cooperam no cumprimento de suas tarefas, recobrindo-o de enrugados mantos com que carinhosamente as abraça.

Olhando do alto a vida em seu redor, se compraz! Se realiza no alegre cumprimento de sua  missão.

Assim, sem medos nem inimigos de quem fugir ou perseguir, segura de si, dispensou os pés ... ganhou raizes!

 

Eis o Amor!  Simples e pleno, fluindo por tudo que existe, disponível para ser recolhido, ampliado e doado. Perpétuo movimento gerador da luz reveladora que simplesmente o Amor é … Gostar de Gostar !

 

 ... sejamos árvores!

 

{#emotions_dlg.leiria}

publicado por Paz de Espirito às 12:37

24
Fev 12

Entrando num moderno hospital da capital, não pude deixar de reparar no número de pessoas (médicos e enfermeiros incluídos) que estavam à porta fumando. Refletindo quanto é uma atividade totalmente contraria à lógica da natureza humana, para além de muitos outros considerandos, a mais triste conclusão é que o benefício que uma planta nos poderia trazer, de forma (digo eu) criminosa ... queimamo-lo!!!{#emotions_dlg.wasted}

 É verdade que sempre batalhei frontalmente contra este vicio em particular, mas quanto mais nele penso mais me parece que o mundo está realmente ao contrario, por andarmos todos demasiado distraídos com coisas que não fazem qualquer sentido ... e a culpa é sempre dos outros! Será culpa dos outros, por exemplo, as doenças diretamente ou indiretamente ligadas ao tabagismo serem responsáveis por 25% das mortes na UE ((The ASPECT Consortium, 2004) e custaram em 2005 490 milhões € ao Serviço Nacional de Saúde?

Sem dúvida um dos grandes sorvedouros do orçamento do estado é a Saúde. Ao SNS tudo é exigido e como em muitas outras áreas económicas e sociais - um direito adquirido.

Do mesmo modo que em todas elas, não importa se temos recursos para sustentar o SNS, não nos perguntamos se aquilo que exigimos é possível, ou até mesmo desejável a bem da comunidade. Exige-se e pronto - PURO ABUSO!

Eu acho que a Vida e por consequência a Saúde são um Dever, onde cabe sim o Direito a padecermos de enfermidades, por isso até me parece mais lógico o serviço ser designado por exemplo de Serviço Nacional de Apoio à Doença, pois a saúde a cada um compete.

Se é crime roubar a propriedade alheia, porque não é crime fumar, beber em demasia, comer desregradamente, ser consumista compulsivo, …? Como qualquer outro crime, são opções individuais que lesam o património próprio e alheio, particularmente o erário publico por via da imposição de doenças físicas no organismo, cujas causas e consequências são perfeitamente conhecidas e por tal, totalmente evitáveis. Será correto o SNS suportar em igualdade de circunstâncias o custo de um pneumologista para um fumador e um paciente de uma pneumonia? Um transplante hepático para um doente congénito e um alcoólico? Um psicólogo para um traumatizado emocional e um consumista compulsivo? Segundo a OMS 1Bilião de pessoas sofre de doenças evitáveis – quantos recursos desbaratados!

Não seria bem mais eficaz comparticipar um programa de reeducação nutricional a uma pessoa com colesterol elevado, do que comparticipar-lhe para o resto da vida os medicamentos para compensar os abusos? Responsabiliza-lo pela boa execução e continuidade, ao invés de lhe subsidiar a irresponsabilidade e o desrespeito por si e pela coisa pública, promovendo-se a continuidade da doença e da possibilidade de se estar doente? Digo eu!{#emotions_dlg.dork}

Não confundamos o direito de acesso à medicina, com Dever de tudo fazer para sermos saudáveis. Porquê impor limitações aos recursos comuns só porque a medicina consegue limitar os efeitos dos nossos vícios? Estou certo que se houvesse algum tratamento para o tiro na cabeça, por certo milhões o praticavam!

Seria gritante falta de caridade negar-lhes o tratamento, mas tal como um aumento mamário, uma lipoaspiração ou injeção de botox são opções pessoais, ninguém achará justo ter de pagar a vaidade alheia.

Para efeitos de seguros ou culpabilidade em acidentes, a presença de álcool ou droga no sangue determina a assunção total dos prejuízos. Parece-me um simples exercício de lógica que os prejuízos na saúde individual por via deste tipo “desleixo” após o primeiro diagnóstico, tratamento e implementação de um programa de reeducação, toda a problemática decorrente de reincidência deveria ser coberta a expensas próprias. Talvez deixasse de ver fumadores (principalmente os médicos e enfermeiros) à porta dos hospitais. Nesses, o estado já investiu na sua formação. Usufruindo do seu programa de educação, não será justo terem direito a comparticipação nessas doenças.

E depois os políticos, os governantes, os capitalistas ou os trabalhadores é que são culpados de tudo o que está errado!!! É hora de perceber que a luta não é de classes nem de sistemas, mas da muito necessária autoavaliação, onde a contribuição é o dever primeiro, só então o usufruto do direito.

 Direitos não se conquistam... merecem-se! Caso contrário são imposições, e isso, como está bem de ver, gera luta e por isso é insustentável!

 Seria muito mais útil que aqueles que “lutam pelos direitos adquiridos”, pesassem e pensassem bem qual a contribuição da sua irresponsabilidade individual e social para esses “direitos”, e talvez não fizesse sentido a bendita luta (egoísmo), paga injusta e desnecessariamente por todos! Aposte-se na educação, responsabilização e consequente prevenção e tenho a certeza que já não será necessário reduzir as possibilidades de comparticipação, serviços e especialidades.

 Haja saúde (e paciência)!{#emotions_dlg.ill}

 




publicado por Paz de Espirito às 16:31

13
Fev 12

O artista, expressando sentimentos, sensações e emoções diversas daquelas do quotidiano, nos transporta para um mundo paralelo aparentemete só seu. Sua virtude se mede na capacidade de nos atrair a atenção e, de sorte, sua mensagem nos dar conta de uma outra face da realidade.

Uma vez captada essa sintonia, passa ela então também a ser nossa!

A arte se reconhece quando há transformação do óbvio em belo e do belo em sublime. Progride conforme progride o seu autor. Da fiel representação da realidade fisica à subtil textura etérea, o artista almeja premir os reconditos teclados da alma para sinfonias a tantas mãos quanto as possiveis. Tocado o espirito, a impressão se torna indelevel e eterno prazer há na contemplação da obra.

A imaginação se tornou real, às mãos do artesão!

Arte, então direi, é o detalhe revelado no vulgar. O amor ao subtil. Se Deus é o Amor manifestado, não busquemos mais longe, Ele É, Ele Está nos detalhes que só o amor do artista à sua obra pode revelar.

Quando esta os desvenda em maior alcance que o dos sentidos, já não é arte, é a verdadeira vida a tomar conta de nós.

Qual fio condutor que liga a imaginação à razão, exprime assim a tão notavel quanto imperceptivel, real independência do Homem em relação a este mundo material ... e libertando-se liberta-nos!

A paz prometida?

Ai de mim e de quem me atura – arte ou locura? Pudera eu sentir o que sentes, quem sabe assim dar resposta a esta procura! 

publicado por Paz de Espirito às 10:16
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24
Jan 12

Julgo poder afirmar que “a nossa vida depende da morte”. Ou seja, conforme entendemos esse momento e o que dele está para além, em tudo condiciona a forma como decidimos viver, ainda que normalmente isso aconteça de forma não consciente.

O mais interessante (e confuso) é que nada disto depende necessariamente desse conhecimento concreto. Se é efetivamente o fim? Conheço muitos que crendo na continuidade e preexistência (e a consequente lei do carma), insistem em deixar para amanhã aquilo que podem (e devem) fazer hoje.

Por outro lado, muitos outros existem que em nada crendo, assumem uma vida longe dos vícios e de posturas irresponsáveis e ou desrespeitosas para consigo e os outros, supostamente típicas daqueles que vivem a vida como se não houvesse amanhã, e por tal não temendo quaisquer consequências futuras.

…. e o maluco sou eu!{#emotions_dlg.tongue}

Pois uma coisa a todos vos digo, para os que acreditam e para os que não acreditam (sim, porque não há meio termo) - ou uns ou outros estão errados!

 Abaixo o império da mente! Viva a implantação da consciência!

A realidade jamais será ajustada à nossa vontade. É o que é! Aceitemos a probabilidade de estarmos errados e aí descobrimos algo tão interessante quanto útil - compete a cada um descobri-la na sua plenitude, não perfilhando as ideias de ninguém, não sendo prosélito de nenhum movimento instituído, livre para ir desfazendo o acervo de crenças que carregamos ou nos impuseram (o que só por si é relativo, pois ideias aceitam-se ou não), dedicando tempo a refletir no porquê da vida ser o permanente suplantar de dificuldades, sendo o gozo de nossas obras tão efémero.

Nestes tempos em que somos compulsivamente levados à redefinição do paradigma de vida, possamos usar (para variar e como quem não quer a coisa), o discernimento ao invés da ganância e da vaidade como padrões de medida da realização pessoal e coletiva. Tenho a certeza que nem a vida será tão sofrida (o que dá um jeitão ao sistema nacional de saúde), nem a velhice um drama, desvendando a nossa contínua utilidade e labor e, resolvendo a questão inicial, matamos a morte!

Assim escrevo porque assim hoje vivo, impondo aos meus lábios um sereno sorriso

…ou então foi algo que comi (escusam de pensar outras coisas pois nem tabaco fumo!){#emotions_dlg.wasted}

publicado por Paz de Espirito às 17:32

14
Jan 12

Quem me explica a lógica no contexto humano, do raciocínio que está por trás do sistema financeiro, cujas famosas agências de Notação Financeira (acho que quer dizer - local onde se juntam os mestres da arte do “parece-me que …”, a fim de que uns poucos tomem as notas de muitos) e que determinam que aqueles que mais dificuldades têm em pagar …. têm de pagar mais!!! (Bem visto sim senhor. Nunca lá chegaria!)

-Ora, por isso é que existem os consultores! Quer dizer - os que dão consultas!

-Se dão, não percebo porque cobram (hummmmm!).Já agora, consultas de quê?

-Opinar! A ciência de dar a opinião sobre o quê e quem está dar (€/$).

-E se não derem?

-Eles arranjam maneira de tirar, para os obrigarem a dar mais! (oh pá!acho que andam por aqui humanos infiltrados no nosso manicómio) {#emotions_dlg.sidemouth}

Eu pensava que isso era crime de Chantagem - situação onde a primeira parte (quem faz a chantagem) exerce um processo de pressão e/ou tortura mental sobre a segunda parte (quem sofre a chantagem) a fim de receber dessa algo de seu interesse, visto que a segunda pessoa não poderá (ou terá vontade de) consentir, e/ou Extorsão - constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, e com o intuito de obter para si ou para outrem indevida vantagem econômica, a fazer, tolerar que se faça ou deixar fazer alguma coisa) - mas pelos vistos isso não é valido no contexto das relações internacionais corporativas ou entre nações. Nesse caso deixa de ser crime, com respetiva pena, e passa a ser Lei, com os respetivos depenados.

De que adianta indignarmo-nos contra estes agentes, quando eles não são mais do que o produto de um outro crime ainda maior – a Extrusão (processo de produção de componentes mecânicos de forma semi-contínua onde o material é forçado através de uma matriz adquirindo assim a forma pré determinada da peça – tipo “entra porco e sai chouriço”). Não fora o nosso generalizado paradigma de vida materialista, avaliado pelo quanto valor conseguimos criar sem nada produzir, não teríamos tido necessidade de extrusar uns quantos especificamente para por em prática os mecanismos que visam dar pasto a este fogo – ser rico sem nada fazer – usando e abusando da ilusão mental pomposamente rotulada de “investimentos financeiros”, originando uma doença degenerativa chamada “gestão de risco”, qual esclerose múltipla da sociedade - nem sempre mata… massempre mói !

Nada mais fazem do que nós lhes mandamos fazer! Se não dessemos importância ao futebol, não existiam Reais Madrid nem Barcelonas, nem Ronaldos nem Messis. Não fosse o nosso jogo preferido a ganância, as benditas agências e seus consultores nunca teriam chegado a existir. Reclamamos do quê?

Consiga cada um ver isso em si mesmo e comece a desconstruir a sua participação nesse mundo virtual, que tudo o resto se desmoronará!

Digamos que a Economia DO Mercado é uma gravidez ectópica da Economia DE Mercado. Sendo contra esta prática, este aborto tem de ser feito em defesa da saúde da progenitora, e nós todos, assumindo a paternidade pelo uso continuado da Extrusão social, ou cumplicidade para com ela, justamente teremos o pagar.  

- Àh e tal …. já não temos dinheiro nem para pagar sequer um aborto legal! Pois ... gastámos tudo a engorda-lo, agora só nos resta deixa-lo naturalmente… morrer à fome!

Acho que, até agora, não houve noticia que alguém tenha prendido a Islândia ou a Argentina por semelhante aborto! Ou então andam a fazer tempo para inventar uma aplicação fianceira para investir numa cadeia grande o suficiente! Sim, porque isto é malta profissional, não brinca em serviço!

Olha! Podia-se chamar 3 AAA Girasol, sempre faziamos publicidade à portuguesa Fula {#emotions_dlg.braganca} eheheheh

... ou será Fulos (com notação máxima, claro!)?

Pera lá ..... Bora aí malta, a Fulos é que vai dar... (e pronto ... em poucos segundos a garrafa em vez de 1,99€ com desconto em cartão, passou a ter possibilidade de ser vendida a 15€ só em lojas gourmet .... se calhar é o oleo que se transforma em ouro e não o chumbo!).

... então, e se a prisão não ....

muda-se para 2 AA e arranjamos um financiamento para eles pagarem a campanha de lançamento de um novo produto

... mmas... o óleo é o mesmo e eles não conseguem produzir mais ...

olha, azar! (se calhar é melhor precaver-me e sacar mais qualquer coisa, pois isto é coisa para não durar para sempre).... quanto ao financiamento ... afinal, é um pouco mais caro!

.... então, e Fulos não percebem que estão a querer vender gato por lebre e para lá das suas capacidades? Até já estão a pedir outro empréstimo para pagar o primeiro. Breve pedem até para pagar só os juros, e o pior é que é cada vez mais caro!

.... deixa-os, andamos todos ao mesmo!

Moody's, aí vou eeeeeeeu.......{#emotions_dlg.drool}   ....  ou não!{#emotions_dlg.snob}

 

 

“Não adianta exigir aos outros que nos facilitem a existência, antes descobrir porque não acontece isso naturalmente!”

 

publicado por Paz de Espirito às 17:28

12
Jan 12

Toda a associação de seres humanos, desde a Associação Recreativa da aldeia às Religiões, encerram em si um carater comum e incontornável – dentro ou fora, nunca há consenso!

Os de dentro, apesar de partilharem ideais comuns, têm os seus personalismos, subjetividades e suscetibilidades, que derivam de formas diferentes de viver que decorrem de muitos fatores (educação, ensino e toda a espécie de experiencias emocionais e intelectuais) e que, consoante ferirem o orgulho dos companheiros, assim existirá maior ou menor harmonia.

Os de fora…. é exatamente a mesma coisa!

Estamos tão imbuídos dos espirito de competição, que excecionalmente poucos entendem o competidor como elemento catalisador de sua própria melhoria, pois lhe aguça a atenção, induz ao estudo, incentiva a inovação, enfim …  evolução.

 Mas isso é uma grande trabalheira!

É muito mais simples vê-lo decididamente como adversário, do qual temos de nos proteger e contra-atacar se queremos sobreviver. Pois … com essa atitude não é fácil ao competidor não se transformar em adversário, criando uma tendência natural para que, individual ou em  ssociações, se fechem em si mesmas e/ou em torno dos seus membros (partidários sectários). O pior é o sentimento de soberba que se instala de uns contra os outros, sem o qual se julgam não fazerem sentido existirem. O que raio faz de um Benfiquista melhor que um Sportinguista? Um Católico de um Islâmico? Um Maçon de um afiliado da Opus Dei? Um Socialista de um Social-democrata ou de um Anarquista? Com muita benevolência eu direi – NADA! Todos são compostos de pessoas de toda a espécie e feitio e não me parece ser muito inteligente, deixar que a minha vida só tenha sentido se for regida por movimentos e ideais coletivos separatistas que - ainda que pregando o contrário - promovem a desconfiança, o atrito e até a revolta.

Nesta particular das organizações de base espiritualizante (religiões seitas, doutrinas, correntes, lojas, e o diabo a sete) que têm supostamente por origem a forma de entender a vida e onde o que está em causa é Deus – será um ou vários, se o meu é que é o verdadeiro, ou a forma de eu O entender é que é a mais correta – nada me parece mais contraditório com a essência humana (e desses mesmos movimentos) do que por nas mãos de homens, tão ou mais ignorantes e idiotas do que eu, a gestão individual e coletiva daquilo que Deu é, quer de mim e de cada um de nós.

Fácil assim é entender porque andamos há milénios literalmente a “entregar o ouro ao bandido”, pagando a instituição de rituais para suportar templos e negócios que em rigor só aproveitaram fisicamente (€) àqueles que estão nos topos dessas pirâmides. Estou no entanto certo que espiritualmente suas consciências padecem.{#emotions_dlg.braga}

De que adianta mais ou menos ritual, público ou secreto, se fora dos locais de reunião a tão apregoada virtude e retidão de princípios, estão longe de ser unânimes? O que é bom e certo para uns é perfeitamente repudiável para outros! Todos acham que estão certos, caso contrário não aperfilhavam semelhantes ideias.

Por outro lado, se estão assim tão certos, porque acham necessário lutar para se impor aos outros? A verdade sempre foi e será universalmente entendida e aceite em paz. Será que a nossa consciência não valida essa certeza e por isso a luta para a imposição?Compete-nos a nós simples descobridores desvendar, ou seja, tirar-mos a venda que fomos deixando colocar por aqueles que se aproveitam da nossa ignorância, ou pior, que nós mesmos fomos colocando.{#emotions_dlg.matrix}

Enfim, brincadeiras de crianças!

Podia-lhes dar para pior!  …  sei lá? Imaginarem que estão a governar um país, ou uma empresa pública ou uma palermice assim do género!{#emotions_dlg.santarem}

 

 

 

 

publicado por Paz de Espirito às 17:47

09
Jan 12

Há cerca de 2 ou 3 meses atrás, o antigo primeiro-ministro e presidente, Mário Soares, mostrava-se preocupado com o rumo que a crise económica e financeira, estava a impor à política e aos governos, particularmente na Europa, onde a tecnocracia vai tomando conta dos cargos públicos, sendo estes cada vez mais ocupados por especialistas nas respetivas matérias, em vez dos tradicionais … políticos!

A frase “atualmente faltam políticos à política”, deixou-me pensativo até agora (sim, sou um pouco lento!) levando-me a passar os meus olhos e mente pela história da civilização, e … caramba, o homem tem razão! Desde que a política deixou de ser feita pelas diversas formas de poder absolutista, e se implantou a democracia exercida pelos políticos, tem sido o paraíso tornado realidade. E nós nem nos tínhamos apercebido. Ingratos!{#emotions_dlg.amazed}

O problema não é certamente a preocupação com falta de base ideológica que preside a política neste momento e que o levou a proferir semelhante comentário. Eu acho, tanto Mário Soares, como a quase totalidade dos políticos de hoje e sempre, não conseguiram ainda discorrer que a ideologia é um personalismo de alguém que arregimenta a outros e invariavelmente se tornam sectários, e que, para prevalecer, tem de encontrar formas de subjugar aqueles que não se afinizam com semelhante ideal - a bendita luta politica! Desde quando é que uma luta (violência sob qualquer forma) traz algum proveito? Só se for quando percebemos a parvoice em que caimos enquanto lambemos as feridas.

Nada me move nem contra nem a favor de Mário Soares, mas não deixa de ser curioso querer mais políticos (partidários de alguma ideologia claro está), quando alguns meses antes afirmou que os políticos “são como o vinho" e "atualmente não prestam”. Traduzindo, só os de algumas colheitas anteriores é que foram bons.

Queiramos ou não, somo hoje o somatório das decisões e experiencias do passado, e se nos lembrarmos bem, sempre houve violências e insatisfações … e sempre foram os políticos partidários que fizeram a política e nos governaram. Acho que não ficará grande saudade, antes uma enorme vontade de mudar! É chegada a tal hora de lamber as feridas!

Não tenho qualquer dúvida da razão pela qual há uma grande tendência para os políticos serem advogados … é sua profissão tomar partido, lutar para suplantar o outro que tomou por adversário, sendo a Justiça para o caso, manipulável! É tudo uma questão de hábito!

Por outro lado, partilho da sua preocupação em haver o perigo da falta de senso global que deve presidir à governação, transformando tudo em números, deixando o rumo moral (não moralista) das nações seguir à mercê da infalível técnica de politica religiosa - ao Deus dará - passando agora a vez àqueles que afinal é que “percebem da poda”. Já alguma vez viram um país perfeito, sustentado em modelo irrepreensível, gerido por Homens consensuais? Então se calhar é porque ainda ninguém aprendeu bem a podar. A bem dizer, sempre andámos a dar tiros para o ar a ver se por milagre, caem vacas com asas. Acho que apenas estamos a passar as espingardas a outros, embora a "espingardar" sejamos do melhor que há!

Se o tirano é absolutista e como tal viciado no poder, se o politico é partidário e como tal só defende os seus, se os técnicos só desenvolveram recursos e conhecimentos em áreas especificas, como tal terão óbvias limitações em compreender e agir em coordenação com as outras diversas áreas da governação, acho que ainda não é desta que a coisa toma o caminho certo.

Afinal o que falta? Não há solução?

Bem vistas as coisas, se calhar não falta nada ao Homem para ser político à conveniência da humanidade, apenas perceber isso mesmo, ao invés de se culparem mutuamente (o politico e a humanidade, como se não tivessem nada a ver um com o outro). Acho que no princípio estivemos muito mais perto da solução do que agora, quando do pensamento filosófico na Grécia, surgiu o primeiro estado estruturado na vontade e saber do povo, assente na justiça social e na partilha de recursos a bem de todos. Isso é o “amor à sabedoria” (Filosofia), que na sua expressão mais simples sempre nos dá noção do que é justo, útil e como tal, merecido e aceite por todos.

Direi então que a filosofia, como arte de uso da razão e descoberta da consciência, deverá ser o denominador comum entre aqueles que assumirem nos tempos mais próximos a governação dos povos, e isso está em todos nós e não só nos que se assumem como políticos, nos letrados, ou profissionais de exceção. Em cada um de nós, sim! Até nos advogados.

É preciso que cada um descubra o filósofo dentro de si e, uma vez filósofos, não nos demarquemos então do exercício de cidadania, tomemos as iniciativas políticas, evitando reentrar no mundo paralelo do escárnio como meio para nos desresponsabilizarmos do que vai correndo mal, usando da maledicência para condenar tudo o que mexe, demonstrando por tal, não ser melhor exemplo. Que bonito - o invejoso a lembrar ao orgulhoso, quão egoístas são!

Sendo a Politica a atividade dos cidadãos que se ocupam dos assuntos públicos, a morte de Sócrates por não aceitar alterar uma convicção de verdade e conduta condizente, que pondo em causa os preconceitos e poderes instituídos, deixar-se submeter ao jugo do orgulho e egoísmo reinante (até hoje), é a perfeita parábola que encerra a origem e a solução. Volta Sócrates (obviamente o Grego) … perdoa-nos!

Quem nos dera que o professor Agostinho da Silva fosse vivo … quem sabe em vez de um molho de bandeiras de Partidos, estivéssemos mais próximo de um Inteiro de uma só bandeira, a favor de todos, contra ninguém!

Com tantos programas, séries, telenovela, debates, pesquisas e provas que hoje em dia vai havendo, levando à desmistificação da vida depois da morte dos corpos e da real possibilidade de comunicação de pessoas já falecidas, será que não se conseguirá juntar o professor Agostinho da Silva a Marcelo Rebelo de Sousa na TVI ao domingo à noite?

Tipo… Tele-Escola para políticos!{#emotions_dlg.angel}

publicado por Paz de Espirito às 11:52

LEMA DO BLOG
Caros amigos(as), aqui vos convido a participar nas minhas reflexões, cujo objectivo é partilhar conceitos e métodos que nos façam descobrir porque criamos tantas dificuldades a nós e aos outros, gerando um movimento de lucidez que nos ajude a usar a mesma energia, agora em sentido de pacificação e construção positiva das nossas realidades, dando um outro significado à vida. Ciência, economia, finanças, espiritualidade, filosofia, medicina, etc., tentarei ir alternando os temas, colocando em cada comentário o proveito da reflexão decorrente da participação de cada um por forma a tornar o blog num exercício de cidadania que traga proveito a todos os que connosco convivem, criando uma onda de boa vontade que, quem sabe, a partir dos nossos próprios exemplos, possa até inspirar os politicos.
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